Viajando pelo Modernismo - Aspectos da cultura brasileira
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domingo, 7 de setembro de 2014
Cem anos após 1822, a independência cultural
Nos dias 13, 15 e 18 de 1922, a Semana de Arte Moderna abriu as portas da vanguarda brasileira no Theatro Municipal de São Paulo, a então capital cultural do país. Um país independente é um país que fabrica arte e conhecimento.
Leia a conheça mais no site do Itaú Cultural.
sábado, 23 de agosto de 2014
Suassuna – Leide B. Fazio
Ariano
Suassuna (1927-2014) foi um escritor brasileiro. “O Auto da Compadecida”, sua
obra prima, foi adaptada para a televisão e para o cinema. Sua produção reúne
além da capacidade imaginativa, seus conhecimentos sobre o folclore nordestino.
Foi poeta, romancista, ensaísta, dramaturgo, professor e advogado. Em 1990,
ocupou a cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993, foi eleito
para a cadeira nº 18 na Academia Pernambucana de Letras e em 2000, a nº 35 na
Academia de Letras da Paraíba.
Ariano nasceu
na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, em
16 de junho de 1927. Seu pai, João Suassuna, ex-governador da Paraíba, e sua
mãe, Rita de Cássiva Villar, e ficou órfão de pai aos três anos de idade.
Passou os primeiros anos de sua infância na Fazenda Acauham, no sertão do
estado. Durante a Revolução de 1930, por motivos políticos, seu pai foi
assassinado. A família muda-se para Taperoá, no interior, onde morou entre 1933
e 1937 e lá inicia seus estudos. Teve os primeiros contatos com a cultura
regional assistindo uma apresentação de mamulengos e um desafio de viola.
Em 1938, a
família mudou-se para a cidade do Recife, onde Ariano entra para o Colégio
Americano Batista. Em seguida, estuda no Ginásio Pernambucano, importante
colégio do Recife. Ingressou na Faculdade de Direito, onde fundou o Teatro do
Estudante de PE. Em 1947, escreve sua primeira peça: “Uma mulher vestida de sol”.
No ano seguinte, escreve “Cantam as harpas de Sião”.
Em 1950,
conclui o curso de Direito. Dedicou-se à advocacia e ao teatro. Em 1955,
escreveu a comédia “O Auto da Compadecida”. A partir de 1956, passou a dar aula
de Estética na UFPE. Em 1970, surge o Movimento Armorial, inspirado e dirigido
por Ariano, com o objetivo de valorizar os vários aspectos da cultura do nordeste
brasileiro, como a literatura de cordel, a música, a dança, o teatro, entre
outros. Suassuna iniciou em 1971 sua triologia com o “Romance Armorial –
Popular Brasileiro”, e “O Príncipe do Sangue que vai-e-volta”, tendo como
subtítulo “Romance d’A Pedra do Reino”. Teria sequência em 1976, com a “História
do Rei degolado nas caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana”. Em 1994, se
aposenta pela UFPE. Foi secretário de cultura no governo de Eduardo Campos.
Ariano
recebia inúmeros convites para realizar “aulas-espetáculos” em várias partes do
país, onde, com seu estuli próprio e seus “causos” imaginativos, deixava o
público encantado.
Ariano
faleceu aos 87 anos, no Recife, decorrente das complicações de um AVC
hemorrágico.
Obras de Suassuna (seleção)
Uma mulher vestida de sol (1947).
Cantam as harpas de Sião (ou O
despertar da princesa) (1948).
Os homens de barro (1949).
Auto de João da Cruz (1950) –
Prêmio Martins Pena.
Torturas de um coração (1951).
O arco desolado (1952).
O castigo da soberana (1953).
O Auto da Compadecida (1955).
O casamento suspeito (1956).
Fernando e Isaura (1956).
O santo e a porca (1958).
Poemas (1990).
Recife, 18/08/2014
Leide B. Fazio
terça-feira, 15 de julho de 2014
"Meus Poemas!", Adriana Vitória Bispo da Silva
A cada ano em que passo o gênero textual poema para o 6º ano do ensino fundamental me surpreendo positivamente. Abaixo a coletânea poética de Adriana Vitória Bispo da Silva, 12 anos, uma aluna minha do 6º ano, e seus primeiros passos pelas veredas poesia enquanto autodescobrimento. É uma responsabilidade enorme da parte do educador encontrar talento e fomentá-lo. Bispo da Silva bate asas sérias em seus primeiros passos rotos. Na versão manuscrita, há datas de criação e de edição.
"Poesia é um sentimento que acompanha o poema, como o advérbio acompanha o verbo e o adjetivo acompanha o substantivo" - Adriana Vitória.
Meus Poemas - Adriana Vitória Bispo da Silva
1- Dúvidas
O que é poesia?
São só palavras de alegria?
O que é poema?
É somente um grande dilema?
E por que as borboletas voam?
E por que pássaros voam e cantam?
E por que formigas vivem em união?
E as abelhas matam os seus zangões?
Os adultos brigam,
E as crianças brincam.
Por que dúvidas
Se eu só gosto de músicas?
2 - Meu mundo mágico!
Que lindo que é
Acordar tomando café.
Abri a minha porta
E saí.
Mas quando saí,
Fiquei parada bem ali.
Espantada,
Talvez traumatizada.
Vi ruas de chocolate,
que felicidade!
Gostosuras e magia,
Dou gritos de alegria!
Fadas, gnomos e duendes,
Vejo a fada dos dentes!
Não quero estar sonhando,
mas imaginando!
Que lindo que é!
Ter esperança, paz e fé!
Voltei a ser criança!
Me enchi outra vez de esperança.
3 - Tormento e desespero
Amanheceu!
Mas o sol desapareceu!
Abri meus olhos
Mas nada vi.
Corri, corri,
Mas do canto
Não saí.
A luz finalmente apareceu!
Mas depois tudo escureceu.
Entrei em desespero!
Noites de pesadelo.
Me desesperei
A quem confiarei?
Noite de tormento,
Paro e penso!
Quando vou acordar?
Só me resta agora esperar!
4- A morte
A morte
Palavra forte.
Ela vem
E te deixa sem.
Luto, amigo da morte,
Aquela que te deixa sem sorte!
Morte amiga do luto.
Aquele que entristece
Até o adulto.
O que fazer?
E quando acontecer?
Fica triste?
Ou chorar até cansar?
5- Buscas em vão
Busquei por você,
Mas não te encontrei.
Procurei, mas não te achei!
Buscas em vão
Só me resta agora
A solidão.
O dia acabou,
E a noite chegou.
Procuro, sem sucesso.
Implorando, te peço.
Volte logo!
Sem você eu choro.
Buscas em vão,
Estou no mundo da solidão.
6- O paraíso
O paraíso,
Terras de sorrisos!
Casinhas de campo,
Com belos bancos.
Árvores,
Pedra e mármores.
Passarinhos levando comida
para os seus ninhos.
Pessoas alegres,
Em casa, prédios ou em casebres.
Não irei mais chorar!
E sim rir até não aguentar!
Finalmente encontrei
O meu lugar.
O paraíso
Terra de sorrisos.
Sem poluição,
E com muita paz,
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